NEUROCIÊNCIA NA EDUCAÇÃO BÃSICA

UM IMPERATIVO ESSENCIAL PARA A APRENDIZAGEM

Authors

DOI:

https://doi.org/10.4025/imagenseduc.v16i1.77490

Keywords:

Students;, Pedagogical practices, Quality of Education

Abstract

This article aimed to understand the factors contributing to the low academic performance of students in Basic Education (BE) and to demonstrate how neuroscience can assist in the teaching and learning process. To this end, a qualitative, descriptive study was conducted. As for the technical procedure, a bibliographic research was carried out using the SciELO digital library. Of the 65 articles initially found, 10 were selected after screening and more detailed analysis. The data analysis made it possible to identify that low levels of academic performance in BE are related to various factors, such as outdated pedagogical practices, disregard for students' emotional and cognitive aspects, socioeconomic vulnerability, absence of integration of neuroscientific knowledge into education, and neglect of the body-emotion-learning relationship. Overall, it was concluded that the adoption of neuroscientific knowledge in educational practices can represent an effective strategy for improving academic performance, provided that the multiple factors influencing the learning process are considered.

Downloads

Download data is not yet available.

Author Biographies

  • Marcia Gorett Ribeiro Grossi, Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFET-MG)

    Doutora em Ciência da Informação pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Professora Titular do departamento de Educação e do Mestrado em Educação Tecnológica do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFET-MG). Líder do Grupo de pesquisa AVACEFETMG.

  • Débora Cristina Cordeiro Campos Leal, Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFET-MG)

    Doutoranda em Educação pelo Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFET-MG). Membro do Grupo de Pesquisa AVACEFETMG.

     

  • Danielle de Cássia Soares Santos, Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFET-MG)

    Doutoranda em Educação pelo Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFET-MG). Investigadora de Polícia da Polícia Civil de Minas Gerais, Coordenadora Técnica da EaD PCMG e integrante do Corpo Docente e Equipe Didático-Pedagógica da Academia de Polícia Civil de Minas Gerais. Membro do Grupo de Pesquisa AVACEFETMG.

     

  • Jociele de Abreu da Silva, Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFET-MG)

     Mestranda em Educação Tecnológica pelo Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFET-MG). Membro do Grupo de Pesquisa AVACEFETMG.

     

     

References

Aguiar, F. A. de. (2020). A aplicação do efeito de espaçamento no ensino a distância: estudo de caso de um curso técnico no CEFET-MG (Dissertação de Mestrado). Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais, Belo Horizonte.
Amaral, A. L. N., & Guerra, L. B. (2022). Neurociências e educação: olhando para o futuro da aprendizagem. Brasília, DF: SESI/DN.
Beltrão, M. F. M. (2023). Entendendo a neurociência na prática e no contexto escolar e suas possibilidades significativas à aprendizagem dos alunos, tendo a formação continuada como respaldo e movimento de apoio para a escola. Revista Foco, 16(7), 1-18. https://doi.org/10.54751/revistafoco.v16n7-007
Brasil. (1988). Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Presidência da República. Recuperado em 15 de abril de 2025, de https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm
Brasil. (1996). Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Recuperado em 22 de abril de 2025, de http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/l9394.htm
Brasil. (2003). Resultados Ideb 2003. Recuperado em 17 de abril de 2025, de https://download.inep.gov.br/ideb/apresentacao_ideb_2023.pdf
Brasil. (2014). Lei nº 13.005, de 25 de junho de 2014. Aprova o Plano Nacional de Educação - PNE e dá outras providências. Recuperado em 10 de março de 2025, de https://www.planalto.gov.br
Brasil. (2017). Lei nº 13.415, de 16 de fevereiro de 2017. Altera as Leis nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, e nº 11.494, de 20 de junho de 2007, que regulamenta o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e Valorização dos Profissionais da Educação (FUNDEB), e dá outras providências. Brasília, DF: Diário Oficial da União.
Brasil. (2020). Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Recuperado em 23 de abril de 2025, de https://www.gov.br/inep/pt-br/areas-de-atuacao/pesquisas-estatisticas-e-indicadores/ideb
Brasil. (2023). Censo escolar 2023. Recuperado em 15 de abril de 2025, de https://www.gov.br/inep/pt-br/assuntos/noticias/censo-escolar/mec-e-inep-divulgam-resultados-do-censo-escolar-2023
Brasil. (2024). Lei nº 14.945, de 31 de julho de 2024. Estabelece a Política Nacional de Ensino Médio e revoga parcialmente a Lei nº 13.415, de 16 de fevereiro de 2017. Recuperado em 10 de março de 2025, de https://www.planalto.gov.br
Chaves, J. M. (2023). Neuroplasticidade, memória e aprendizagem: Uma relação atemporal. Revista Psicopedagogia, 40(121), 66-75. https://doi.org/10.51207/2179-4057.20230006
Cosenza, R. M., & Guerra, L. B. (2011). Neurociência e educação: como o cérebro aprende. Porto Alegre, RS: Artmed.
Costa Júnior, J. F., Lima, P. P., Arcanjo, C. F., Sousa, F. F., Santos, M. M. O., Leme, M., & Gomes, N. C. (2023). Um olhar pedagógico sobre a Aprendizagem Significativa de David Ausubel. REBENA, 5, 51-58.
Costa, R. L. S. (2023). Neurociência e aprendizagem. Revista Brasileira de Educação, 28, e280010. https://doi.org/10.1590/S1413-24782023280010
Cury, C. R. J. (2002). A educação básica no Brasil. Educação & Sociedade, 23(80), 168-200.
Ebbinghaus, H. (1885). Memory: A contribution to experimental psychology. Recuperado em 15 de abril de 2025, de http://bit.ly/2PUDczB
Fernandes, C. T., Muniz, C. A., Mourão-Carvalhal, D., & Dantas, P. M. S. (2015). Possibilidades de aprendizagem: reflexões sobre neurociência do aprendizado, motricidade e dificuldades de aprendizagem em cálculo em escolares entre sete e 12 anos. Ciência & Educação, 21, 395-416. https://doi.org/10.1590/1516-731320150020009
Fernandes, R. M. F. (2006). O sono normal. Medicina (Ribeirão Preto), 39(2), 157-168. https://doi.org/10.11606/issn.2176-7262.v39i2p157-168
Ferreira, G. C. (2020). Neurociência e Educação: entre saberes e desafios. Recuperado em 11 de novembro de 2024, de https://educacaopublica.cecierj.edu.br/artigos/23/40/neurociencia-e-educacao-entre-saberes-e-desafios
Fonseca, V. (2016). Importância das emoções na aprendizagem: uma abordagem neuropsicopedagógica. Revista Psicopedagogia, 33(102), 365-384. Recuperado em 15 de abril de 2025, de https://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?pid=S0103-84862016000300014&script=sci_arttext
Gil, N. L. (2021). A quantificação da qualidade: algumas considerações sobre os índices de reprovação escolar no Brasil. Recuperado em 10 de abril de 2025, de https://www.scielo.br/j/soc/a/Gs9ZVNbCBj9TczbwmcVpTyB/?lang=pt
Gonçalves, J. L., Santos, C. A., Timbó, D. B. S., & Sousa, I. C. (2019). A Neurociência e sua contribuição para a aprendizagem. In Anais do VI Congresso Nacional de Educação (p. 1-12). Fortaleza, CE.
Grossi, M. G. R. (2022). Os critérios que devem estar presentes nas salas de aula, baseados nos princípios da neurociência. Recuperado em 11 de março de 2025, de https://avacefetmg.org.br/
Grossi, M. G. R., Oliveira, E. S., & Fonseca, R. G. P. (2024). Currículo, neurociência e a formação de professores. Revista e-Curriculum, 22, 1-26. https://doi.org/10.23925/1809-3876.2024v22e59967
Grossi, M. G. R., Lopes, A. M., & Couto, P. A. (2014). A neurociência na formação de professores: um estudo da realidade brasileira. Revista da FAAEBA: Educação e Contemporaneidade, 23(41), 27-40. Recuperado em 11 de março de 2025, de http://educa.fcc.org.br/scielo.php?pid=S0104-70432014000100004&script=sci_abstract&tlng=en
Grossi, M. G. R., Oliveira, E. S., & Aguiar, F. A. (2019). A neurociência na formação inicial de professores: uma investigação científica. Ensino Em Re-Vista, 26(3), 871-895. Recuperado em 11 de março de 2025, de http://educa.fcc.org.br/scielo.php?pid=S1983-17302019000300871&script=sci_arttext
Herculano-Houzel, S. (2012). The remarkable, yet not extraordinary, human brain as a scaled-up primate brain and its associated cost. Recuperado em 10 de abril de 2025, de https://www.pnas.org/doi/10.1073/pnas.1201895109
INEP. (2023). Divulgados os resultados do Pisa 2022. Recuperado em 30 de março de 2025, de https://www.gov.br/mec/pt-br/assuntos/noticias/2023/dezembro/divulgados-os-resultados-do-pisa-2022
INEP. (2023). Notas sobre o Brasil no Pisa 2022. Recuperado em 23 de março de 2025, de https://download.inep.gov.br/acoes_internacionais/pisa/resultados/2022/pisa_2022_brazil_prt.pdf
Koide, A. B. S., & Tortella, J. C. B. (2023). Segura sua mão na minha: uma conexão entre neurociência e Educação. Ensaio: Avaliação e Políticas Públicas em Educação, 31(119), 1-25. https://doi.org/10.1590/S0104-40362023003103805
Lent, R. (2010). Cem bilhões de neurônios: conceitos fundamentais de neurociência (2ª ed.). São Paulo, SP: Editora Atheneu.
Moreira, M. A. (2011). Aprendizagem significativa: a teoria e texto complementares. São Paulo, SP: Editora Livraria da Física.
Nascimento, H. S. S., & Araújo, F. R. D. (2024). Inclusão escolar e neurociência: adaptações para diferentes estilos de aprendizagem. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, 10(5), 66-76. https://doi.org/10.51891/rease.v10i5.13737
Oliveira, G. G. (2011). Neurociência e os processos educativos: um saber necessário na formação de professores (Dissertação de Mestrado). Universidade de Uberaba, Uberaba.
Oliveira, W. A., et al. (2019). Influência da qualidade do sono sobre a aprendizagem no ensino de ciências. Revista Psicopedagogia, 36(109), 73-86.
Rebouças, E. N. (2024). Os contributos da neurociência para a educação no 1º ciclo do ensino básico (Dissertação de Mestrado). Escola Superior de Educação de Coimbra, Coimbra.
Reimers, F. M., & Chung, C. K. (Orgs.). (2016). Ensinar e aprender no século XXI: metas, políticas educacionais e currículos de seis nações [Livro eletrônico, não paginado]. São Paulo, SP: Edições SM. Recuperado em 23 de março de 2025, de https://periodicos.uninove.br/dialogia/article/download/8417/4945
Scheibe, L. (2014). Educação básica no Brasil: expansão e qualidade. Revista Retratos da Escola, 8(14), 101-113. https://doi.org/10.22420/rde.v8i14.378
Schmitt, C. S., & Domingues, M. J. C. S. (2016). Estilos de aprendizagem: um estudo comparativo. Avaliação, 21(2), 361-385. https://doi.org/10.1590/S1414-40772016000200004
ScliAR-Cabral, L. (2020). Políticas públicas de alfabetização. Ilha do Desterro, 72, 271-290. https://doi.org/10.5007/2175-8026.2019v72n3p271
Silva, I. C. (2022). O uso das metodologias ativas no processo de ensino de crianças com deficiência intelectual no ensino fundamental (Dissertação de Mestrado). Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal.
Souza, L. A. A. F., & Silva, S. V. (2020). A neurociência como ferramenta no processo ensino-aprendizagem. Revista Mythos, 12(2), 66-77. https://doi.org/10.36674/mythos.v12i2.310
Valle, L. E. L. R., Valle, E. L. R. V., & Reimão, R. (2009). Sono e aprendizagem. Revista Psicopedagogia, 26(80), 286-290.
Versiane, Â. F., Rezende, S. F. L., & Pereira, A. C. (2016). Contribuições da teoria institucional para a análise da gestão de escolas: um estudo de caso de escola pública brasileira bem sucedida nos índices de desempenho da educação básica. Recuperado em 10 de fevereiro de 2025, de https://www.scielo.br/j/read/a/jS6dS6rq5GHsNWj9Kqt5fwv/?lang=pt

Published

2026-04-24

Issue

Section

Ensino, Aprendizagem e Formação de Professores

How to Cite

NEUROCIÊNCIA NA EDUCAÇÃO BÁSICA: UM IMPERATIVO ESSENCIAL PARA A APRENDIZAGEM. (2026). Imagens Da Educação , 16(1), e77490. https://doi.org/10.4025/imagenseduc.v16i1.77490