“NÃO FOI FALTA DE ESFORÇO”
JUVENTUDE, GÊNERO E EDUCAÇÃO REFLETIDAS EM UM CURTA-METRAGEM ESCOLAR
DOI:
https://doi.org/10.4025/imagenseduc.v16i1.81920Palabras clave:
Gênero, Ensino de História, Juventude, InterseccionalidadeResumen
Este artigo analisa uma experiência pedagógica desenvolvida com uma turma do 3º ano do ensino médio, na disciplina Trabalho e Desenvolvimento Econômico, cujo objetivo foi discutir a interseccionalidade no mercado de trabalho a partir da produção de um curta-metragem escolar. A narrativa construída coletivamente pelos estudantes acompanha a trajetória de uma jovem mulher de classe popular que enfrenta, desde a adolescência, dificuldades para conciliar trabalho e estudos, frustrações educacionais e formas de exclusão estrutural, expressas, entre outros aspectos, na não aprovação no Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM). Ainda que não seja uma mulher negra, a personagem evidencia como gênero, classe social, juventude e escolarização operam de modo interseccional na produção das desigualdades. Anos depois, ao retomar os estudos e ingressar no ensino superior, a jovem escolhe o curso de História, inspirada por um professor da escola pública, evidenciando a educação como espaço de resistência e ressignificação de trajetórias. Teoricamente, o trabalho dialoga com os estudos de gênero, a interseccionalidade e a perspectiva decolonial, compreendendo o audiovisual escolar como prática pedagógica contra-hegemônica e como forma situada de produção do conhecimento histórico. Argumenta-se que experiências educativas dessa natureza contribuem para a valorização das narrativas juvenis e populares no ensino de História.
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