VIVÊNCIA COTIDIANA E AS INTERVENÇÕES DO PODER PÚBLICO NA FAVELA: UMA ANÃLISE DO PROGRAMA VILA VIVA EM BELO HORIZONTE
DOI:
https://doi.org/10.4025/revpercurso.v11i1.40185Palavras-chave:
Vivências cotidianas, Favela, Urbanização, Psicossocial, IntervençõesResumo
Neste artigo, buscamos discutir as mudanças cotidianas e implicações psicossociais desenvolvidas a partir da implantação do Programa Vila Viva no aglomerado da Serra, em Belo Horizonte–MG. Usando entrevistas, documentos elaborados pelo poder público e derivas na localidade, observamos a existência de contradições entre o discurso oficial e a realidade vivenciada pelos moradores. Conclui-se que o empreendimento, embora tenha garantido vários direitos à população, ainda recai na lógica da desfavelização, ao não observar os modos de vida e organização dos moradores, levando a uma apropriação precária da comunidade frente aos produtos da intervenção. Aponta-se para a necessidade do poder público explorar outras propostas de organização do espaço e ampliar o diálogo, a fim de garantir intervenções em que os moradores sejam agentes das transformações de seu mundo físico-social, superando o discurso tecnicista de urbanidade e moradia, compreendendo-os como espaços de trocas cotidianas significativas.Downloads
Publicado
2019-06-30
Edição
Seção
Artigos
Licença
declaracaoComo Citar
Rodrigues, L. S., Jácome, M. P., Nogueira, M. L. M., Novaes, T. M., & Silva, J. S. da. (2019). VIVÊNCIA COTIDIANA E AS INTERVENÇÕES DO PODER PÚBLICO NA FAVELA: UMA ANÃLISE DO PROGRAMA VILA VIVA EM BELO HORIZONTE. REVISTA PERCURSO, 11(1), 47-74. https://doi.org/10.4025/revpercurso.v11i1.40185