A GEOGRAFIA NO CONTEXTO DA EDUCAÇÃO DO CAMPO: CONSTRUINDO O CONHECIMENTO GEOGRÃFICO COM OS MOVIMENTOS CAMPONESES
DOI:
https://doi.org/10.4025/revpercurso.v3i2.13847Palavras-chave:
Ensino de Geografia, Movimentos Socioterritoriais Camponeses, Educação do Campo, ProneraResumo
A capacidade de transformação da geografia se deve ao fato da mesma possuir uma relação intrínseca com a realidade. A partir da realidade, a geografia pode desenvolver no Estudante-Camponês a capacidade de interpretar criticamente a realidade com o objetivo de fomentar uma ação transformadora sobre essa realidade. Assim, a geografia tem que propiciar aos educandos pensarem as relações socioespaciais e as suas contradições de classe, inerentes a sua realidade. Neste sentido, estabelecendo uma relação entre a Geografia e a Educação do Campo, os movimentos sociais camponeses, não produzem apenas uma luta pela melhor distribuição de terra e renda, mas produzem, também, uma luta pela construção de uma pedagogia condizente com a luta e com o processo de produção e reprodução material e simbólica da classe camponesa. A formação educacional relacionada com os movimentos sociais, a fim de formar camponeses comprometidos com as causas coletivas de nossa sociedade, que possam ser militantes dos movimentos sociais, é contemplada pela lógica que permeia a construção do Curso Especial de Graduação em Geografia para Assentados (CEGeo) na Unesp/FCT de Presidente Prudente (convênio Incra/Pronera).