Jogos Paralímpicos: a experiência com “o outro” através das telas
DOI:
https://doi.org/10.4025/jphyseduc.v31i1.3170Palavras-chave:
teoria do contato, contato indireto, jogos paralímpicos, deficiênciaResumo
O Comitê Paralímpico Internacional, órgãos reguladores do esporte paraolímpico, bem como alguns representantes de cidades/países sedes dos Jogos Paralímpicos, alegam que estes Jogos se constituem em uma importante plataforma para modificar as percepções da sociedade em relação à s capacidades das pessoas com deficiência (PCD). Tendo em vista estas alegações, desenvolvemos uma pesquisa com o objetivo de verificar se indivíduos que tiveram contato com os Jogos Paralímpicos mudaram a sua percepção em relação à s capacidades das PCD. O estudo foi de cunho qualitativo e exploratório. A coleta de dados foi baseada em entrevistas semiestruturadas desenvolvidas entre abril e julho de 2018. Entrevistamos 50 acadêmicos de diferentes cursos da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Realizamos uma análise temática dos dados e utilizamos a Teoria de Contato entre Grupos (TCEG) como base para a discussão. Os resultados deste trabalho reafirmam a tese da TCEG que postula que tanto o contato direto quanto o indireto com grupos distintos pode servir como uma ferramenta para a diminuição de preconceitos.
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