Comparação das abordagens absoluta, razão padrão e alométrica para a performance no supino em homens acima de 60 anos
DOI:
https://doi.org/10.4025/jphyseduc.v34i1.3424Palavras-chave:
Alometria, Razão-padrão, Escalonamento, Força muscular, SupinoResumo
Sabe-se que a massa corporal afeta a força muscular e o resultado de alguns testes funcionais, de modo que pessoas mais pesadas e altas serão mais fortes que as mais leves e menores. A razão-padrão (RP) tem sido largamente utilizada para remover o efeito da massa corporal, apesar de críticas conhecidas há muito tempo devido sua inadequação. Alometria (ALO), do contrário, tem sido aplicada como um método eficiente para normalizar a força muscular. Como o supino é um exercício de força e condicionamento bem reconhecido para idosos, o objetivo deste estudo foi verificar a influência da massa corporal sobre a avaliação do desempenho de um grupo de idosos no supino, comparando as abordagens absoluta (AB), RP e ALO. Dezesseis idosos saudáveis (65,5±5,13 anos de idade; 75,42±9,78Kg; 1,73±5,98m; 25,11±2,71 kg/m2; 24,76±4,10 %gordura) se voluntariaram para participar no estudo. A máxima carga dinâmica foi verificada pelos testes de 1 repetição máxima (1RM). Na comparação das médias, a diferença significante do 1RM entre os participantes leves (54,9±8,85Kg) e pesados (66,2±8,86Kg) foi identificada apenas na abordagem ABS (p<0,05; ES=0,57). A RP falhou em remover completamente o efeito da massa corporal, permitindo correlação entre a força muscular e a massa corporal normalizadas (r=0,23), ao contrário da ALO (r=0,23 e 0,06). O coeficiente de Kendall revelou ausência de concordância entre as abordagens quando comparadas as suas respectivas classificações ordinais (kw=0,003; p>0,05). Em linha com pesquisas anteriores, ALO tem se mostrado como o único método viável para remover adequadamente o efeito da MC e para oferecer escores de desempenho mais apropriados para homens idosos, como os avaliados por este estudo.
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