Tendências temporais da prática de treinamento resistido de 2006 a 2018: um estudo ecológico de séries temporais
DOI:
https://doi.org/10.4025/jphyseduc.v35i1.3531Palavras-chave:
Adultos, Saudáveis, Epidemiologia, Exercício físico, Treinamento resistidoResumo
O exercício físico regular é obrigatório para a saúde, independentemente da modalidade. No entanto, recomenda-se incluir exercícios de força além dos exercícios aeróbicos. O objetivo do estudo foi verificar as tendências temporais da prática do treinamento resistido em uma amostra representativa de adultos brasileiros de 2006 a 2018. O estudo ecológico de série temporal utilizou os dados secundários obtidos do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco para Doenças Crônicas Não Transmissíveis (VIGITEL) do Ministério da Saúde do Brasil. A pesquisa resultou em uma amostra representativa de 677.819 adultos brasileiros de 18 a 120 anos de idade. A prática de treinamento de resistência foi autorrelatada. As análises foram realizadas na amostra geral e por grupos etários. Regressões de Prais-Winsten foram usadas para analisar as tendências temporais, e o nível de significância foi definido como p < 0,05. Na amostra geral, houve uma taxa de crescimento anual (AGR) de 0,47% (intervalo de confiança de 95% (IC95%) = 0,03; 0,90, p = 0,03) na prática de treinamento de resistência. Em relação à s faixas etárias, constatamos um aumento significativo na prática do treinamento de resistência ao longo do tempo nas faixas etárias de 35 a 54 anos (AGR = 0,65%; IC 95% = 0,44; 0,86, p = 0,001), 55 a 64 anos (AGR = 0,41, IC 95% = 0,23; 0,58, p = 0,001) e ≥ 65 anos (AGR = 0,22, IC 95% = 0,07; 0,37, p = 0,007). Com base nos resultados, a prática de treinamento resistido aumentou entre os brasileiros de 2006 a 2018, principalmente entre aqueles com mais de 35 anos de idade.
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