Capoeira e círculo de cultura física: gingas decoloniais na educação física
DOI:
https://doi.org/10.4025/jphyseduc.v37i1.3718Palavras-chave:
Decolonialidade, Estudos Culturais Físicos, Círculo de CulturaResumo
O presente estudo buscou investigar como a capoeira pode ser tematizada na Educação Física escolar a partir do círculo de cultura física, contribuindo para uma educação crítica comprometida com a decolonialidade e com a valorização de saberes afro-diaspóricos. Trata-se de uma pesquisa exploratória, qualitativa, do tipo relato de experiência, construída a partir das reflexões e práticas desenvolvidas nos Grupos de Pesquisa Corpo, Cultura e Ludicidade (GPCCL/UEM) e Corpo, Diferença e Educação Física (CODEF/UFG). O texto organiza-se em dois momentos: inicialmente, discutimos a capoeira como prática cultural afro-brasileira que articula jogo, luta e dança, forjada na resistência negra e historicamente marginalizada nos currículos escolares. Em seguida, apresentamos a proposta do círculo de cultura física, estruturado em quatro etapas interdependentes: leitura empírica e contextual, tematização e sensibilização, experimentação e problematização e ação dialógica criadora. A análise evidenciou que a capoeira, ao ser articulada a essa metodologia, ultrapassa abordagens técnicas, permitindo sua compreensão em meio às relações de poder social. Conclui-se que a proposta potencializa o reconhecimento da capoeira como pedagogia decolonial na Educação Física, abrindo caminhos para um ensino comprometido com a crítica à modernidade e à colonialidade de saberes.
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