FRAGILIDADE FEMININA E FORÇA MASCULINA
O CURRÃCULO DOS SEXOS EM AULAS DE EDUCAÇÃO FÃSICA
DOI:
https://doi.org/10.4025/notandum.47.5Resumo
Este artigo tem como objetivo discutir e analisar práticas educativas desenvolvidas durante as aulas de Educação Física, observadas durante uma pesquisa de mestrado, e, como elas normatizam o comportamento dos sujeitos em uma divisão por sexo, por meio das atividades nelas propostas. Analisa-se ainda os discursos biológico e machista que produzem marcas distintas a meninas e meninos, tanto na escola como em distintos espaços da sociedade. Foram observadas em funcionamento as táticas Brutos e Olívia, assim nomeadas, que por meio do discurso biológico utilizam e enfatizam estratégias que reforçam o binarismo entre o sexo masculino e feminino, definindo características, modos de compreender o mundo e comportamentos tidos como tipicamente masculinos ou femininos. Aos meninos demanda-se serem másculos, fortes, ágeis e destemidos, enquanto à s meninas solicita-se serem comportadas, frágeis, e delicadas. Contudo, mesmo em um currículo baseado em práticas rigidamente pautadas da divisão por sexo de nascimento, também foi passível perceber, ainda que timidamente, sujeitos que não se enquadram, que escapam à s normas.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
DECLARAÇÃO DE ORIGINALIDADE E DIREITOS AUTORAIS
Declaramos que o presente artigo é original, não tendo sido submetido à publicação em qualquer outro periódico nacional ou internacional, quer seja em parte ou em sua totalidade.
Os direitos autorais pertencem à Revista. Os direitos de licenciamento utilizados pelo periódico é a licença Creative Commons Attribution 4.0 (CC BY-NC-ND 4.0).
Recomenda-se a leitura desse link para maiores informações sobre o tema: fornecimento de créditos e referências de forma correta, entre outros detalhes cruciais para uso adequado do material licenciado.
