OBRIGATORIEDADE ESCOLAR

TENSÕES EM TORNO DA FORMA ESCOLAR (SÃO PAULO: 1870-1920)

Autores

  • Edneia Regina Rossi Universidade Estadual de Maringá Autor

DOI:

https://doi.org/10.4025/notandum.47.8

Resumo

Tomando como fonte os relatórios de inspetores e de diretores gerais de ensino, depoimentos e memórias impressas de professores primários, Leis e os Jornais “Folha da noite” e “A Lanterna”, propus-me a analisar, a partir do estado de São Paulo, a problemática da escolarização obrigatória e das tensões vividas no processo que, ao ampliar o acesso à escola, multiplicou as possibilidades de seus usos. A obrigatoriedade de frequência escolar, embora estipulada em lei desde 1874, no estado, pouco alterara a prática de utilização da escola por alguns indivíduos, ainda na década de 1920. Tal fato, de certo modo, frustrou os objetivos de modernização da sociedade por meio da escola, levando as populações mais pobres a se representarem como indiferentes à escola e ao ensino. Contudo, os documentos analisados permitem observar que os indivíduos desejaram a escola e lutaram por sua implantação. Este fato me levou a considerar a existência de conflitos de interesses e que o controle desta tensão exigiu flexibilização.

Biografia do Autor

  • Edneia Regina Rossi, Universidade Estadual de Maringá

    Professora associada do Programa de pós-graduação em educação da Universidade Estadual de Maringá (UEM).

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Publicado

2018-08-31

Edição

Seção

Artigos

Como Citar

OBRIGATORIEDADE ESCOLAR: TENSÕES EM TORNO DA FORMA ESCOLAR (SÃO PAULO: 1870-1920). (2018). Notandum, 47, 117-132. https://doi.org/10.4025/notandum.47.8