As configurações gráficas de livros brasileiros e franceses para ensino da leitura e seus possíveis efeitos no uso dos impressos (séculos XIX e XX)
Palavras-chave:
História da Alfabetização, Cultura Escrita, Aspectos Gráfico-Editoriais, Visualidade, ImpressosResumo
Este estudo visa analisar a utilização de recursos gráficos e tipográficos de sete livros franceses e cinco livros brasileiros do final do século XIX, dirigidos ao aprendizado inicial da leitura. Adotam-se pressupostos da bibliografia material, da história do livro, da leitura e da alfabetização, apresentados nos estudos de Roger Chartier, Donald Mckenzie, Anne-Marie Chartier e Jean Hébrard. Analisando-se a mise en page e instruções, buscou-se compreender as funções cumpridas pela tipografia, espaçamento, colunas, cores, linhas e números ou outros sinais. Constatou-se que métodos de leitura semelhantes optam por recursos diferenciados e há recursos iguais que podem servir a diferentes métodos. Marcas de uso dão indícios de que o recurso gráfico é um tipo de instrumento para pensar a língua e o uso da página.
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