Das maquinações aos estratagemas

representação da ação jesuítica a partir da percepção da decadência portuguesa

Autores

DOI:

https://doi.org/10.4025/rbhe.v22.2022.e237

Palavras-chave:

antijesuitismo, jesuítas, reformas pombalinas, Universidade de Coimbra

Resumo

Neste texto, analisamos a representação da ação jesuítica em Portugal a partir do conceito de decadência na obra Compêndio histórico da Universidade de Coimbra, de 1771. A literatura antijesuítica construída pelo ministério pombalino descreve o período jesuítico como uma época de ‘trevas’. Além do debate entre antigos e modernos, a percepção de decadência do Reino, recorrente nos escritos dos letrados portugueses, reforçou a responsabilidade dos inacianos por esse cenário. São vistos como o inimigo interno que conspira e maquina contra o corpo social e, por meio de seus Estatutos, causaram a decadência da Universidade de Coimbra. A análise busca aprofundar a compreensão da retórica antijesuítica do ministério pombalino e compreender as mudanças dos paradigmas modernos de educação no contexto lusitano.

Biografia do Autor

  • Rafael de Paula Cardoso, Universidade Metodista de Piracicaba, Piracicaba, SP, Brasil

    Licenciado em história e doutor em educação pela Universidade Metodista de Piracicaba (UNIMEP). Professor da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo.

  • Thiago Borges de Aguiar, Universidade Federal de São Paulo, São Paulo, SP, Brasil.

    Pedagogo e doutor em educação pela Universidade de São Paulo (USP). Pesquisador pós-doutorando na Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP).

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Publicado

2022-10-07

Como Citar

Das maquinações aos estratagemas: representação da ação jesuítica a partir da percepção da decadência portuguesa. (2022). Revista Brasileira De História Da Educação, 22(1), e237. https://doi.org/10.4025/rbhe.v22.2022.e237