História da meninice afro-brasileira: disciplinarização, aprendizado e ludicidades oitocentistas em mananciais literários

Autores

  • Maria do Carmo Brazil Univerdade Federal da Grande Dourados
  • Luciana Figueiredo Secretaria de Estadual de Educação de Mato Grosso do Sul

DOI:

https://doi.org/10.4025/actascieduc.v38i2.23572

Palavras-chave:

Criança escravizada, Práticas lúdicas, Pedagogia servil, Criança negra e literatura

Resumo

Com base em produções historiográficas e literárias dos séculos 19 e 20, refletiremos acerca da criança afro-brasileira, abarcando sua trajetória, sua inserção no universo cultural europeizado, suas vivências, seus brinquedos e brincadeiras. Nosso primeiro passo foi perscrutar o cotidiano social da criança oitocentista por meio da literatura. Nosso propósito foi, sobretudo, refletir sobre a infância da criança negra durante o passado de escravidão, considerando os funestos desdobramentos desta instituição no presente. Das discussões envolvendo as raízes africanas e as heranças do escravismo, depreende-se a necessidade de se refletir sobre a história dos afro-brasileiros, com destaque para o papel social de meninos e meninas em condição de cativeiro. Os escritos oitocentistas, e mesmo do século 20, explicitam que apenas nos primeiros anos de vida esses atores sociais viviam como se fossem livres; a partir dos seis ou sete anos, eram introduzidos na lógica do sistema escravista, ocupando tarefas e ofícios especializados ou semi-especializados. Nessa aproximação com o tema, chegamos à premissa inolvidável de que parte expressiva das práticas socioculturais afro-infantis pode ser encontrada nos discursos historiográficos e literários de Joaquim Manoel de Macedo, Machado de Assis, José Lins do Rego e Gilberto Freyre.

 

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Biografia do Autor

  • Maria do Carmo Brazil, Univerdade Federal da Grande Dourados
    Possui graduação em História pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (1984), mestrado em História pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (1993) e doutorado em História Social pela Universidade de São Paulo (1999). Professora Titular em História do Brasil da Universidade Federal da Grande Dourados. Docente da Faculdade de Educação. Faz parte do corpo docente permanente do Programa de Pós Graduação em Educação e do Programa de Pós-Graduação em História da UFGD. Atualmente faz parte da Comissão Editorial da Revista História & Luta de Classes. Tem experiência na área de História, com ênfase em História Social. Disciplinas ministradas ou em curso: História Regional, Pesquisa Histórica,História do Brasil (Império), Educação e História da Ãfrica, Currículo e Diversidade (Curso de Graduação); Tópicos de Historiografia, Poder e Instituições, Historiografia da Educação Brasileira (Pós-Graduação)
  • Luciana Figueiredo, Secretaria de Estadual de Educação de Mato Grosso do Sul
    Mestre em Educação pela UFGD. Docente da Secretaria de Estadual de Educação de Mato Grosso do Sul

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Publicado

2016-05-11

Edição

Seção

História da Educação

Como Citar

História da meninice afro-brasileira: disciplinarização, aprendizado e ludicidades oitocentistas em mananciais literários. (2016). Acta Scientiarum. Education, 38(2), 181-192. https://doi.org/10.4025/actascieduc.v38i2.23572

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