A hostilidade do feminicídio em Nélida Piñon
DOI:
https://doi.org/10.4025/actascilangcult.v42i1.52167Palabras clave:
feminicídio; hospitalidade; identidade masculina.Resumen
Este artigo aborda a ambiguidade do tema da hospitalidade/hostilidade do estrangeiro, no conto ‘Sangue esclarecido’, da coletânea Sala de armas, de Nélida Piñon. Partimos do estudo da violência contra a mulher como uma forma de hostilidade do hóspede. No conto, o protagonista, mesmo sendo tratado de forma acolhedora, rejeita os princípios da cordialidade, ao impor a virilidade agressiva como repertório de relacionamentos abusivos que antecedem um feminicídio. Em nossos argumentos, usamos os conceitos de ‘hospitalidade’, de J. Derrida - aquela que é normatizada como direito universal; ‘identificação’, de Z. Bauman - a etapa do processo de construção identitária; e ‘masculinidade excessiva’, de L. Machado - a normatização do homem violento que opta pela virilidade agressiva como marca de sua identidade.
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