O reconhecimento de si na narrativa: a projeção do eu como outro em Boyhood, de J. M. Coetzee

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DOI:

https://doi.org/10.4025/actascilangcult.v44i2.61145

Palabras clave:

narrativa; identidade; J. M. Coetzee; escrita de si; literatura sul-africana.

Resumen

Este trabalho investiga as formulações de identidade no campo literário erigidas pelo reconhecimento de si alcançado pela práxis narrativa. Tal problema é formulado a partir da obra Boyhood, de J. M. Coetzee (1997). A analítica do objeto literário será focalizada a partir da constituição do eu projetado no discurso por meio da construção da figura ficcional. Assim, busca-se observar como a projeção discursiva do eu como um outro implica um percurso de reconhecimento que é a base da conformação da identidade do personagem. Em uma abordagem fenomenológico-hermenêutica, recorre-se a Paul Ricoeur e Phillip Lejeune a fim de elaborar a teorização necessária para dar cabo da proposta investigativa; bem como as ideias de Walter Benjamin sobre narração e experiência. Desse modo, apoiadas na discussão teórica articulada à análise literária, as reflexões indicam para o enquadramento da narrativa como forma de organização e transmissão da experiência e espaço privilegiado para o reconhecimento de si e, por extensão, meio constituinte da identidade.

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Publicado

2022-08-05

Número

Sección

Literatura

Cómo citar

O reconhecimento de si na narrativa: a projeção do eu como outro em Boyhood, de J. M. Coetzee . (2022). Acta Scientiarum. Language and Culture, 44(2), e61145. https://doi.org/10.4025/actascilangcult.v44i2.61145

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