Pétalas de sangue: natureza, violência e redenção no Quênia pós-colonial
DOI:
https://doi.org/10.4025/actascilangcult.v36i3.21613Palavras-chave:
modernidade colonialista, dominação cultural, agência, utopiaResumo
Este trabalho discute o processo de domesticação do ambiente natural africano, tal como retratado em Pétalas de Sangue, do escritor e crítico queniano, Ngugi wa Thiong’o (1991), com o objetivo de entender como o romance representa a relação entre dominação cultural e exploração econômica da terra e da mão de obra, levadas a cabo pelos britânicos no Quênia, e detectar, na trajetória dos personagens, a existência ou não de formas de agência capazes de minimizar os impactos do colonialismo. Tem-se como hipótese a construção de uma dialética entre violência e redenção, tecida ao longo da narrativa a partir da formação de novas subjetividades e da convivência assimétrica entre diferentes modos de vida, para os quais o ambiente natural apresenta valores opostos.
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