O DIREITO PENAL DO INIMIGO FACE À DIGNIDADE HUMANA ESEUS TRAÇOS NO DIREITO PENAL PÃTRIO

Autores/as

  • RODRIGO DE OLIVEIRA MONTEIRO Universidade Estadual de Maringá
  • GISELE MENDES DE CARVALHO Universidade Estadual de Maringá

Resumen

O artigo versa de forma crítica sobre os principais traços do chamado Direito Penal do Inimigo e suas manifestações no ordenamento penal brasileiro. Expõe-se o conceito de DPI e de suas principais características, de acordo com o seu principal defensor (Günther Jakobs), destacando-se que esse não é um novo movimento jurídico, mas reminiscência histórica de antigas manifestações do Direito Penal, que em busca de uma pretensa eficácia do sistema penal, não levam em conta o
respeito à dignidade da pessoa humana, a proporcionalidade das penas e a necessidade de proteção de bens jurídicos. É no confronto entre o princípio constitucional da dignidade da pessda humana e o DPI, aliás, que se centra boa parte da exposição, que se dedica a demonstrar como o método finalista, radicalmente oposto ao funcionalismo sistêmico de Jakobs, por respeitar a condição do homem como pessoa dotada da capacidade de dirigir finalísticamente os seus atos de forma responsável, é o que mais resulta conforme aquele princípio. Outro importante aspecto do trabalho é a abordagem criminológica do freqüente c perigoso fenômeno da legislação penal de emergência, que aparece como manifestação da manipulação político- criminal do medo ao delito d a

Biografía del autor/a

  • RODRIGO DE OLIVEIRA MONTEIRO, Universidade Estadual de Maringá

    Bacharel em Direito pela Universidade Estadual de Maringá

  • GISELE MENDES DE CARVALHO, Universidade Estadual de Maringá

    Doutora em Direito Penalpela Universidade de Zaragoza, Espanha. Professora de Direito Penal na Universidade Estadual de Maringá

Referencias

Não

Publicado

2008-12-01

Cómo citar

DE OLIVEIRA MONTEIRO, R. ., & MENDES DE CARVALHO, G. . (2008). O DIREITO PENAL DO INIMIGO FACE À DIGNIDADE HUMANA ESEUS TRAÇOS NO DIREITO PENAL PÁTRIO. Revista De Ciencias Jurídicas De La UEM, 6(2), 103-142. https://www.periodicos.uem.br/ojs/index.php/revcienjur/article/view/74368