ÉTICA MÉDICA E AS REDES SOCIAIS
UMA AVALIAÇÃO DO USO DO INSTAGRAM POR MÉDICOS PROFESSORES DO CURSO DE MEDICINA
DOI :
https://doi.org/10.4025/imagenseduc.v16i1.72686Mots-clés :
ética, mídias sociais, medicina, internetRésumé
O aumento do uso das mídias sociais por médicos tem os levado a refletir acerca da sua presença on-line e como aplicar o Código de Ética Médica, mantendo seu profissionalismo. Nesse sentido, este estudo teve como objetivo analisar perfis de médicos na rede social Instagram®, comparando seu comportamento on-line com as normativas do Código de Ética Médica. Para tanto, realizou-se um estudo transversal descritivo que teve como amostra profissionais médicos, professores de medicina em faculdades do Rio Grande do Norte, que possuíam perfis públicos e de caráter profissional na rede social, tendo como variável de desfecho a adequação ou não ao Código de Ética Médica de 2018 e à s Resoluções Conselho Federal de Medicina (CFN) n° 1.974/11 e n° 2.126/15, além da identificação de infrações nas publicações. Os resultados revelam questões como a exposição de pacientes, a falta de identificação do número de seu registro profissional do médico junto ao Conselho Regional de Medicina (CRM) e Registro de Qualificação de Especialista (RQE), a realização de consultas informais, a comercialização da prática médica e a garantia de resultados, foram as infrações mais prevalentes nas contas dos profissionais. Concluiu-se que, ao identificar os pontos frágeis da prática médica on-line, é possível criar medidas que alertem esses profissionais sobre os principais ajustes necessários em suas mídias e na forma como se apresentam no mundo virtual. Os médicos docentes também têm a responsabilidade de repassar aos alunos a necessidade de adequação ao Código de Ética, servindo de exemplo para os futuros médicos que provavelmente usarão as redes sociais para marketing profissional e como meio de educação da sociedade.
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