A ética da emancipação intelectual

Autores

  • Paula Cristina Pereira Universidade do Porto
  • Graça Silva Universidade do Porto

DOI:

https://doi.org/10.4025/actascieduc.v37i2.23674

Palavras-chave:

igualdade, emancipação, reconhecimento recíproco, democracia.

Resumo

Tendo por referência textos de J. Rancière e alguns conceitos matriciais, tais como emancipação e igualdade, propomo-nos explorar as condições e possibilidades de uma ética da emancipação intelectual entendida como uma atitude limiar encarnada numa razão sensível, que inaugura um novo regime de racionalidade, que poderíamos designar como regime dos possíveis. Ao partir do axioma de l’égalité des intelligences (Rancière) como princípio fundador do movimento de emancipação, entendido enquanto processo intermitente e rizomático (Deleuze), gerador de curto-circuitos e linhas de fuga que fraturam a ordem estabelecida dos discursos e das práticas, é nosso propósito sublinhar a ética da emancipação intelectual como condição necessária, ainda que não suficiente, à configuração de uma nova comunidade política assente no reconhecimento recíproco.

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Biografia do Autor

  • Paula Cristina Pereira, Universidade do Porto

    Professora do Departamento de Filosofia da Faculdade de Letras da Universidade do Porto e Investigadora Integrada do Instituto de Filosofia da mesma Universidade, UI&D 502 da Fundação para a Ciência e para a Tecnologia (FCT), onde é Investigadora Responsável do Research Group Philosophy and Public Space

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Publicado

2015-05-15

Edição

Seção

Filosofia da Educação

Como Citar

A ética da emancipação intelectual. (2015). Acta Scientiarum. Education, 37(2), 109-115. https://doi.org/10.4025/actascieduc.v37i2.23674